É sempre uma alegria
celebrar um santo ou santa de quem gostamos muito. Nós, os cariocas, nos
alegramos sempre com a festa de São Jorge. Em nossa cidade, existem várias
igrejas dedicadas a ele e, mesmo onde não existe uma igreja específica, a festa
costuma acontecer. Para isso, não precisa muita coisa. Basta chegar o dia 23 de
abril.
Convém, no entanto, que nos
preparemos adequadamente para a festa, fazendo do jeito que São Jorge gostaria,
isto é, voltando nosso olhar e nosso coração para a vida deste santo, nela
buscando seu amor maior, Jesus Cristo, e tentando compreender como a
misericórdia de Deus se manifesta na vida de alguém tão diferente de nós hoje.
Não se conhece muito da vida
deste santo querido. Sabe-se que nasceu numa região chamada Capadócia, na
Turquia, no séc. III. Assim como São Sebastião, foi também um soldado cristão
numa época em que era crime seguir Jesus Cristo. Por defender sua fé, foi
condenado ao martírio ocorrido, segundo a tradição, no dia 23 de abril.
Depois de sua morte,
os cristãos começaram a manifestar admiração e carinho por um jovem tão
corajoso, capaz de enfrentar o que fosse para defender sua Fé. Por isso,
começaram logo a surgir várias histórias de difícil comprovação, mas com
mensagem importante. Nestas histórias, o cavaleiro Jorge é sempre apresentado
como um homem íntegro, corajoso, propagador do bem e combatente do mal. É dessa
tradição que vem a imagem do Santo combatendo um dragão.
Neste ano, em que celebramos o
Jubileu da Misericórdia, vamos nos preparar bem para a festa de São Jorge. O
tema será sempre a Misericórdia de Deus e São Jorge, seu cavaleiro. Aqui, vão
algumas sugestões para serem enriquecidas pelas comunidades:
1.
Novena, com pequeno momento de oração
2.
Tríduo, onde nós nos voltaremos para a imagem
mais conhecida, com o dragão, a lança e o cavalo.
Para
o mês de abril, nossa Arquidiocese nos convida a praticarmos uma obra de
misericórdia que nos vai desafiar bastante. Na linguagem tradicional,
costuma-se dizer que é preciso suportar
os próprios erros e os das outras pessoas. Suportar não quer dizer
permanecer no erro. Jesus sempre disse “Vai e não peques mais! ” Os mártires,
entre os quais São Jorge, combateram o pecado em si e nas outras pessoas,
buscando sempre a conversão. Por isso, não vai ser fácil viver esta obra de
misericórdia, ainda mais num mundo que manda logo matar tudo, o pecado e o
pecador. Suportar ou aceitar os erros de si mesmo(a) ou de alguém significa ter
a capacidade de olhar a pessoa humana que está por baixo do(a) pecador(a) e
trabalhar pela conversão.
Fonte: Carlos Moilli- Sistema de Comunicação da Arquidiocese do Rio de Janeiro
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